Ir direto para menu de acessibilidade.

Tradutor do Rangel

ptenes
Página inicial > » Apoio à Operacionalidade
Início do conteúdo da página

» Apoio à Operacionalidade

Publicado: Quinta, 05 de Maio de 2022, 17h32 | Última atualização em Sexta, 01 de Julho de 2022, 13h39 | Acessos: 201

Seção de Apoio à Operacionalidade

 

A Seção de Apoio à Operacionalidade é composta por militares e civis com especialização em fisiologia do exercício, biomecânica, medicina esportiva e treinamento esportivo.

Sua missão é realizar pesquisas e apoio técnico-científico visando a identificar e a interpretar as demandas físicas nas tarefas militares para analisar, transmitir e empregar os mais adequados treinamentos e testes físicos visando à operacionalidade da Força Terrestre.

Para tanto, a Seção tem como eixo temático o desempenho militar norteado pelos aspectos fisiológicos e neuromecânicos aplicados às demandas físicas operacionais com pesquisa em rabdomiólise induzida pelo esforço físico e calor, prevenção de lesão, recuperação osteomioarticular, certificação da capacidade física para compor as Forças de Prontidão (FORPRON) e análise cognitiva e comportamental em tarefas militares ocupacionais.

Estas pesquisas fornecem resultados para assistir os órgãos de tomada de decisão e empregar, adequadamente, os métodos de capacitação física relacionados ao desempenho físico operacional dos combatentes do Exército Brasileiro (EB).

 

Processo:

 

1) Monitoramento da saúde do militar nas atividades de risco, na instrução militar e em operações no Exército Brasileiro (síndrome da Rabdomiólise)

Objetivo: auxiliar as equipes de instrução no planejamento e no controle dos níveis de estresse físico e mental, aos quais os militares são submetidos durante a Instrução Militar.

Amostra: participantes de atividades militares que apresentam demanda física intensa e continuada (exercícios no terreno, atividades escolares e cursos operacionais).

Metodologia: confecção de protocolos de monitoramento da saúde dos militares, por parte dos Estabelecimentos de Ensino e dos Centros de Instrução, de acordo com as necessidades e especificidades de cada curso, estágio, missão ou exercício no terreno, abordando o controle dos níveis de estresse físico e mental, a realização, quando necessário, de exames clínicos e/ou laboratoriais, o acompanhamento nutricional e hidroeletrolítico durante as atividades militares.

Resultados esperados: compreender a demandas fisiológicas do combate por meio de fatores ambientais e ecoepidemiológicos com o intuito de desenvolver e/ou aprimorar diagnósticos e tratamentos.

 

Pesquisas em andamento:

1) Novos Testes Operacionais – o Teste Físico Operacional

Objetivo: identificar as demandas militares ocupacionais de acordo com as aptidões físicas; correlacionar o Teste Físico Operacional (TFO) com as demandas militares ocupacionais; desenvolver o Treinamento Físico Militar Operacional (TFMO); e certificar, fisicamente, por meio do TFO, as FORPRON; assessorar tecnicamente o Comando de Operações Terrestre (COTER), particularmente na seleção e preparação dos militares da Companhia CORE (Combined Operations and Rotation Exercises), exercício combinado em parceria com o Exército dos Estados Unidos da América.

Amostra: militares selecionados para compor as FORPRON.

Metodologia: avaliação basal com a mensuração da composição corporal segmentada, por meio do equipamento InBody, bem como dos níveis de força de preensão manual, escapular e membros inferiores dos militares. Durante o período de preparação, os militares realizam o TFMO e, na certificação, o TFO, composto pelos seguintes eventos: levantamento terra; potência de arremesso; apoio de frente em “T”; arranque-arrasto-carregamento; flexão de pernas em suspensão; e corrida de 3200 metros.

Resultados esperados: selecionar os militares mais aptos para o Exercício CORE, refletir, com precisão, a capacidade de desempenho físico do militar ligada às tarefas pertinentes ao combate e testar a capacidade do militar de mover-se sob fadiga mantendo a sua capacidade de concentração e letalidade.

 

2) Neurociência no estudo do desempenho operacional

Objetivo: promover o aprimoramento dos estados afetivos de militares para aumentar o desempenho operacional da tropa, por meio do treinamento de habilidades psicológicas como estratégia de enfrentamento.

Amostra: militares especializados que compõem as tropas de elite do Exército Brasileiro.

Metodologia: diagnóstico do estado afetivo, para identificar necessidades de avaliações adicionais por outros profissionais de saúde; avaliação da atividade cortical em relação à tomada de decisão e ao impacto de estresse, por meio de aparelho de eletroencefalografia; e aplicação de treinamento de habilidades psicológicas como estratégia de enfrentamento de situações difíceis e de alto grau de risco.

Resultados esperados: melhorar a preparação e as condições para o pronto emprego de tropas de elite e o alto desempenho em missões.

 

3) Reconhecimento dos Padrões Neuromecânicos do combatente do Centro de Instrução de Aviação do Exército

Objetivo: identificar a influência da atividade de voo em helicóptero na região lombar e cervical dos pilotos para compreensão e futuras intervenções no planejamento do Treinamento Físico Militar (TFM).

Amostra: pilotos instrutores, alunos e tripulação do Centro de Instrução de Aviação do exército (CIAvEx).

Metodologia: efeitos do voo de helicóptero no comportamento dos parâmetros dinamométricos e eletromiográficos de ativação muscular da região dos ombros, tronco e pescoço dos pilotos serão analisados durante a realização de voos diurnos e noturnos (com a utilização de OVN).  

Resultados esperados: possibilitar a periodização de treinamento específico, diminuindo o afastamento de pilotos de suas funções por conta de lesões e, consequentemente, otimizar o emprego do pessoal.

 

4) Prevenção de lesões músculo-esqueléticas no Exército Brasileiro

Objetivo: identificar as lesões musculoesqueléticas mais incidentes e compreender as principais causas das lesões musculoesqueléticas ocorridas nos alunos durante os cursos operacionais e nas Escolas de Formação do Exército Brasileiro.

Amostra: Alunos das Escolas de Formação e Cursos Operacionais

Metodologia: aplicação de questionários validados pela literatura científica de frequência de atividade física e incidência de lesões musculares e implantação de melhorias e protocolos de recuperação muscular.

Resultados esperados: elaborar caderno de instrução de TFM específico, objetivando e visando as peculiaridades de cada Escola de Formação bem como dos cursos operacionais.

 

5) Efeitos da marcha a pé sem e com transporte de carga em mochila militar sobre os músculos de membros inferiores

Objetivo: analisar e comparar os efeitos das marchas de 8 e 12 km na velocidade de 6 km/h com transporte de carga em mochila sobre variáveis isocinéticas e fisiológicas. Correlacionar os níveis de aptidão aeróbia, por meio do VO2Max, com nível de recuperação da capacidade de produção de força nos membros inferiores 1, 2 e 4 horas após as marchas.

Amostra: militares brasileiros do sexo masculino, com idade entre 19 e 25 anos servindo em organizações militares de tropa.

Metodologia: pré-teste composto por avaliação de bioimpedância, DXA, ergoespirometria; testes, em dias distintos, compostos por marchas de 8 Km ou de 12 Km com transporte de carga em mochila (20 kg), armados (simulacro de Fuzil IA2 5,56mm) e equipados; após cada marcha, realização de testes isocinéticos (0, 1, 2 e 4 h).

Resultados esperados: identificar os efeitos da marcha forçada sobre o tempo de descanso necessário para recuperação da musculatura de membros inferiores; construir um conhecimento inicial sobre o comportamento de parâmetros biomecânicos e fisiológicos da tropa submetida aos rigores do transporte de carga, e assim criar a possibilidade da utilização de dados científicos no planejamento das missões; atualizar o Manual de Marchas a Pé, com base científica no sentido de prevenir e/ou mitigar os efeitos deletérios do transporte de carga sobre a tropa.

registrado em:
Fim do conteúdo da página